“Errei e paguei, mas o que fiz em campo não se apagou”. Disse Maradona em sua despedida do futebol

O camisa 10 e ídolo da história do futebol Argentino, Diego Armando Maradona faleceu nesta quarta-feira, (25/11) aos 60 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Diego Maradona morreu em sua casa em “El Tigre”, região metropolitana de Buenos Aires. O astro sofreu um mal súbito em casa, na manhã desta quarta (25). Foram acionada ambulâncias, mas ao chegar o ídolo Argentino já estava sem vida.

Maradona tinha diversos problemas de saúde. Em 9 de novembro deste ano o ex-jogador foi internado por causa de um hematoma no cérebro, e teve que se submetido a uma cirurgia no dia seguinte, que durou cerca de 1h20min. O ex-jogador recebeu alta dois dias depois, e seguiu para uma clínica de reabilitação para auxiliar sua reabilitação da dependência de álcool e remédios.

De acordo com os jornais Argentino, o plano dos médicos era de mudar Maradona para uma residência em um condomínio fechado localizado ao norte da capital Argentina, próximo às casas das filhas mais velhas dele, “Dalma e Giannina”.

Maradona foi campeão mundial com a Argentina em 1986, teve sua carreira marcada pela genialidade em campo e pelas polêmicas fora dos tapetes. O camisa 10 defendeu a seleção do seu país em 91 jogos. Participou de quatro Copas do Mundo: 1982, 1986, 1990 e 1994

(Imagem/ Reprodução Instagram)

No Mundial dos Estados Unidos, viveu um dos piores momentos de sua trajetória, quando foi pego no exame antidoping ainda na primeira fase da competição.

Maradona e as Drogas

Viciado principalmente em cocaína, fez com isso que a abandonasse definitivamente a sua carreira após teste ter detectado, pela segunda vez, uso da droga. Maradona chegou a passar por algumas internações com várias idas ao hospital, muitas delas em função de problemas causados pelo vício.

Em 17 de março de 1991, o vício em cocaína vez ele receber a primeira suspensão. Maradona voltou aos gramados atuando pelo Espanhol Sevilha (1992-1993) e de lá retornou à Argentina para uma breve passagem no Newell’s Old Boys em 1993. Depois da Copa do Mundo de 1994 e da segunda sanção por doping, vestiu mais uma vez a camisa do Boca Juniors, onde deixou os gramados em 25 de outubro de 1997, cinco dias antes de seu 37 anos. Em 2001 na sua despedida, no Estádio La Bombonera superlotado, Maradona fez um discurso, falando do vícios. “Errei e paguei, mas o que fiz em campo não se apagou”.

Maradona foi um indomável, enfrentou o poder do futebol mundial, desafiou o establishment, abraçou líderes da esquerda latino-americana, fez amizade com Fidel Castro, tatuou Che Guevara e é o ídolo de figuras lendárias do esporte.

Saúde

Em 2000, o argentino sofreu um ataque cardíaco devido a uma overdose quando estava no resort uruguaio de Punta del Este. Fez um longo tratamento, com idas e vindas a Havana, longe das câmeras. Pesando 100 quilos, outra crise cardíaca e respiratória o surpreendeu em 2004 em Buenos Aires.

Recuperado, fez uma cirurgia bariátrica e perdeu 50 quilos, para retornar um ano depois como apresentador de televisão. Em 2007, os excessos no consumo de álcool o levaram a uma nova hospitalização, agora por hepatite. Foi internado em um hospital psiquiátrico. Saiu novamente.

Para os gramados, voltou como treinador, função que já havia tentado, sem sucesso, no Mandiyú (1994) e Racing (1995). Depois de liderar a seleção nacional, comandou o Al Wasl (2011-2012) dos Emirados Árabes, depois o Al Fujairah (2017-2018) e seguiu para o México, onde esteve à frente do Los Dorados de Sinaloa (2018). Operado dos joelhos e com uma bengala, assumiu em 2019 em seu país o comando do Gimnasia y Esgrima La Plata.

Assim foi a história do grande ídolo do futebol Argentino, Diego Armando Maradona. O atleta que conquistou o mundo com suas jogadas e belíssimos gols.

Com informações de agências

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